
Tá. Muito legal, mas.... porque tantas regras? Se a língua é usada para.... transmitir uma informação, porque colocar tantos poréns, tantas condições? Isso não ajuda, atrapalha, mas pra quê?!
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Como explicar essa regra? |
Outro exemplo:
Em português, temos as palavras tocar, executar, jogar, assistir, rodar, etc. cada uma com um sentido próprio. Em inglês todas se resumem a uma só: 'play'. De fato, os dicionários de português são bem mais grossos que os ingleses, no português você tem a necessidade desnecessária de explicitar que não irá tocar o filme, mas assisti-lo, pra quê?
Outro exemplo:
Um português, eu ando, tu andas, ele anda, nós andamos, vós andais, eles andam. Isso no presente do indicativo, porque além de termos o pretérito imperfeito, pretérito perfeito, pretérito mais que perfeito, o futuro e o futuro do pretérito, temos o indicativo, o conjuntivo, o imperativo, o infinitivo pessoal, e algumas outras formas para acrescentar na lista. No inglês, fica simplesmente: ~walk~. I walk, you walk, he walk, e assim sucessivamente, e dane-se a conjugação, porque ela é simplesmente inútil.

Passei algum tempo pesquisando isso na internet para compor a matéria, e quanto mais eu pesquisava, mais eu achava que não poderia escrevê-la, devido à quantidade de fatores que nos levaram a isso, e no final a resposta que encontrei é simplesmente a seguinte:
A origem da língua portuguesa é uma gigantesca bagunça!!! Um emaranhado de fatores que fez com que ela se misturasse com mil e uma coisas com o passar do tempo. Confira um trecho da wikipedia, retirado da introdução do artigo sobre "história da língua portuguesa":
Em todos os aspectos - fonética, morfologia, léxico e sintaxe - o português é essencialmente o resultado de uma evolução orgânica do latim vulgar trazido por colonos romanos no século III a.C., com influências menores de outros idiomas. O português arcaico desenvolveu-se no século V d.C., após a queda do Império Romano e as invasões bárbaras, como um dialecto românico, o chamado galego-português, que se diferenciou de outras línguas românicas ibéricas. Usado em documentos escritos desde o século IX, o galego-português tornou-se uma linguagem madura no século XIII, com uma rica literatura. Em 1290 foi decretado língua oficial do reino de Portugal pelo rei D.Dinis I. O salto para o português moderno dá-se no renascimento, sendo o Cancioneiro Geral de Garcia de Resende (1516) considerado o marco do seu início. A normatização da língua foi iniciada em 1536, com a criação das primeiras gramáticas, por Fernão de Oliveira e João de Barros.
A partir do séc. XVI, com a expansão da era dos descobrimentos, a história da língua portuguesa deixa de decorrer exclusivamente em Portugal, abrangendo o português europeu e o português internacional. Em 1990 foi firmado um tratado internacional com o objetivo de criar uma ortografia unificada, o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa de 1990, assinado por representantes de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.
Essa é somente a introdução. Se descermos mais na página, encontraremos textos ainda maiores sobre os substratos pré-romanos, a base linguística oriunda do latim, o românico de influencia suéva e visigótica, a influência árabe, E dentro do português arcaico, o galego-português, as primeiras gramáticas do renascimento, expansão da gramática com os descobrimentos, etc.

As histórias de demais línguas ocidentais como grego, etc. também possuem uma história longa pelos mesmos motivos, e o português apenas pegou e misturou tudo, aumentando ainda mais a bagunça.
Para piorar ainda mais, temos em outras línguas palavras oriundas do francês, inglês, árabe, hebraico, e até tupi-guarani.

Com isso eu só posso dizer que essa pesquisa serviu para aumentar ainda mais a minha repulsão para com essa língua, que na minha humilde e medíocre opinião, é ridiculamente ineficiente.
Sinto muito por não lhes apresentar uma matéria decente hoje, mas acontece que eu perdi meu tempo fazendo pesquisas que não levaram ao resultado esperado, e não poderia jogar tudo fora :P
Até a próxima.
Português: porque tanta regra?
Reviewed by Henrique Gomes
on
sábado, setembro 28, 2013
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